" TÉCNICA DO INSETO ESTÉRIL"
OMS adota
técnica de radiação que esteriliza mosquito da dengue
Projeto
envolve liberar grandes quantidades de mosquitos machos estéreis da espécie
'Aedes aegypti'. Objetivo é reduzir a população do inseto ao longo do tempo nos
países mais afetados. Programa é parceria com a FAO e a AIEA
 |
Fêmea do Aedes aegypti é responsável pela transmissão da febre amarela, dengue, chikungunya e zika vírus — Foto: Pixabay/Divulgação |
Por G1
14/11/2019
A
Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou nesta quinta-feira (14) a adoção de uma técnica de
esterilização que usa radiação contra o mosquito causador de doenças como a
dengue, a zika e a chikungunya. O processo se chama "Sterile Insect
Technique" (SIT), ou "técnica do inseto estéril", em português.
O
método envolve criar e liberar milhares de mosquitos machos incapazes de se
reproduzirem. Soltos na natureza, mesmo que eles se acasalem com as fêmeas,
serão inférteis e, portanto, não terão prole.
O programa é uma parceria da OMS com o Programa Especial para
Pesquisa e Treinamento em Doenças Tropicais (TDR), a Agência Internacional de
Energia Atômica (AIEA) e a Organização das Nações Unidas para Alimentação e
Agricultura (FAO).
A técnica foi desenvolvida pelo
Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), visando ao combate de
insetos e pestes que atingem o setor agropecuário. Atualmente, já vem sendo
usada na agricultura em seis continentes.
Segundo o entomologista Jérémy Bouyer, da
divisão conjunta de técnicas nucleares em alimentos e agricultura da FAO e da
AIEA, "o uso dessa técnica no setor agrícola nos últimos 60 anos mostrou
que é um método seguro e eficiente".
G1 Bem Estar